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25_abril

Como escolher o seu primeiro gato

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Se está a pensar adotar um gatinho, além de todas as despesas que deve equacionar para garantir que consegue cuidar do seu animal de estimação ao longo da vida, é importante que perceba que o gato se trata de um animal de natureza solitária e noturna, totalmente distinto de um cão.

Além disto, há 5 aspetos essenciais a considerar:

1. Idade

Gatos em diferentes fases da vida implicam cuidados muito diferentes e comportam-se de forma totalmente distinta:

Gatinhos: as vantagens de escolher um gato mais jovem é a possibilidade de o ver crescer, ensinando-o de acordo com os seus gostos. Muitos dos comportamentos do gatinho remontam à sua mãe e, por isso, se possível, deve procurar saber sobre ela e as suas condições de vida. As primeiras sete semanas de vida junto da mãe e irmãos são fundamentais na sua socialização e, por isso, caso se trate de um gatinho órfão necessitará de cuidados especiais.

Gatos adultos: Um felino adulto já tem a personalidade bem definida, o que influenciará também a forma como deve recebê-lo e tratá-lo. De forma geral, tanto os gatos adultos como os mais seniores chegam às nossas casas através de associações de proteção animal e é conveniente consultar os tutores sobre o caráter do gato escolhido.  É preciso estar também a par dos cuidados veterinários, desde a esterilização à vacinação, incluindo desparasitação e identificação.  As idas ao veterinário são muito importantes, pois não é invulgar que um gato adulto tenha alguma necessidade especial.

Nunca se esqueça que ao adotar um gato adulto está a dar uma nova oportunidade a um animal. Uma atitude que deve ser tomada com responsabilidade, mas que pode ser muito recompensante.

2. Comportamento

O comportamento dos gatos não tem nada a ver com o dos cães, mas também não se caracteriza por alguns dizeres comuns que tanto ouvimos ao longo dos tempos:

Traiçoeiros? Já poucas pessoas acreditam que os gatos pretos dão azar, mas é importante desmistificar a ideia de que o gato é um animal traiçoeiro e despótico, duas características que fazem parte do caráter humano e não do animal.

Os gatos tendem a ser mais reservados com quem não conhecem, mas podem ser muito afetuosos, amigáveis, inteligentes e brincalhões. Se procura um gato fiel, saiba que todos o são, desde que tratados com respeito.

Mal-educados? Todo o ser vivo é influenciado pelo ambiente em que vive ao longo da vida, por isso, o carácter e educação do gato é influenciado pelo tratamento que recebe, para o bom e para o mau. O gato é mais fácil de educar se utilizarmos o método adequado, algo que nunca pode estar baseado em castigos, mas em recompensas.

Asseados? Sim, a sua forma de se manterem limpos, assim como ao seu habitat, torna-os perfeitos para a vida em apartamento. O gato não emite odor corporal e com cerca de 21 dias de idade já consegue aprender a usar a caixa de areia para fazer as necessidades.

Género

O comportamento do gato macho difere do comportamento da fêmea a partir do momento em que atingem a maturidade sexual, pelo que optar por um gato de um género específico só será importante se não pretender esterilizar o animal.

Como é que se comportam os machos? Os gatos machos são mais propensos a deambular pelo bairro caso tenham acesso à rua, o que pode representar um risco para a sua integridade física, tanto pela passagem de veículos como pelo facto de poderem encontrar outros machos dispostos a defender violentamente o seu território. Além disso, os machos podem e costumam marcar o território, tanto no exterior como em casa (o que produz um cheiro muito intenso e desagradável).

E as fêmeas? Embora não seja uma ciência exata, as fêmeas tendem a ser menos sociáveis que os machos porque conservam o impulso atávico de se manterem à distância, especialmente quando têm ninhadas. Outra diferença é também o cio, que aparece periodicamente, a partir do momento em que atingem a maturidade sexual, e que é muitas vezes acompanhado de miados muito altos, entre outros comportamentos menos agradáveis.

Esterilização

A ideia de que um gato deve reproduzir-se para se sentir “realizado” ou para não prejudicar a sua saúde é uma construção humana. Não só o gato não possui uma escala de valores e aspirações como a humana como também foi demonstrado que a sua saúde pode ser prejudicada a longo prazo, quando não é esterilizado cirurgicamente.

Hoje a esterilização cirúrgica de ambos os géneros é uma prática veterinária com benefícios comprovados, entre os quais a inibição do cio, na fêmea, e a redução do impulso de marcação de território, nos machos.

Os benefícios desta opção não afetam só o comportamento do gato mas também a sua saúde, na medida em que aumenta a sua esperança média de vida, reduzindo o risco de sofrer de certas doenças.

A única coisa a considerar após a esterilização é que as necessidades nutricionais mudam e deve ser dada uma alimentação adequada às novas exigências.

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